José Carlos Madeira - se elegeres a sinceridade como teu propósito de vida, manterás sempre livre a tua opinião e a tua mente liberta em cada palavra!

14
Mai 13

A história dos relatórios da OCDE, oferecem-nos várias visões e possíveis comentários mas também podem demonstrar que independentemente do governo e a sua postura ideológica de quem está no poder, normalmente contêm posições do agrado dos mesmos.
Não foram apenas dois relatórios que a OCDE elaborou sobre Portugal e na sua maioria apelavam a consensos nacionais e a medidas simpáticas para quem comandava a governação.


Numa visão diferente, há dois anos o PSD classificou o relatório como um fato feito á medida das pretensões de Sócrates e hoje temos o inverso! O que parece á maioria dos portugueses é que estes relatórios acabam por não ter qualquer impacto ou importância, até porque alguns dos seus textos são empíricos, generalistas e até inconclusivos face a alguns elementos conjunturais. É normal o aproveitamento politico por parte de um partido quando lhe é favorável um relatório de um organismo de significativa importância no panorama internacional e a indignação da sua oposição mas o que é conclusivo é que a OCDE não sai nem tem visto a sua imagem de credibilidade reforçada com relatórios que afinal nada concluem! Recordando os mais incautos que esta critica não tem sido só feita em relação a Portugal.

 

Como dizia alguém conhecido esta manhã "quero morrer sem ler um relatório destes", eu já li mais que um e concluí o mesmo que ele, nada acrescenta a uma análise da nossa realidade....como diz o bom alentejano "cocó cagou a canita" (venha o próximo)!

 


José Carlos Madeira

publicado por O Principe às 16:52

Há tempos tivemos mais uma frase do Presidente digna de um comentador como o Camilo Lourenço, o José Gomes Ferreira ou do seu discípulo Marques Mendes: Não digam depois que não avisei! 

 

Por Marques Mendes ficámos a saber que convocaria um Conselho de Estado mas quando todos pensamos que era para discutir a situação real do país afinal é para tecer teorias virtuais sobre o nosso futuro colectivo pós-troika! Isto numa ocasião em que a 7.ª avaliação foi encerrada com factos e compromissos pouco esclarecidos e confusos e não se conhece nem se percebe a verdadeira posição de um dos partidos da maioria governativa sobre algumas medidas extraordinárias tão relevantes como o corte nos rendimentos já parcos dos nossos pensionistas. Esta era a altura essencial para ter em Belém um Presidente esclarecido, exigente perante a governação e não um promotor de jornadas de debate bem mais ao estilo de "clubes elitistas pensantes" que em tempos de crise aparecem como cogumelos num bosque transmontano.

Este é um Presidente desastrado e desfasado na gestão do seu papel como principal magistrado da nação, não agradando nem convencendo a esquerda nem a sua direita e muito menos com capacidade de promover consensos e unidade no presente e nem com uma visão em relação ao futuro! 

 

O Conselho de Estado é mais do que um grupo lúdico de soirée que se reúne para dissertar sobre futuros hipotéticos. Há um desfasamento entre o Presidente e o país e a sua imagem de impoluto, de politico imaculado caiu definitivamente, basta observar a sua popularidade e o que a maioria dos portugueses pensa e a forma como o avalia!

Esperemos que alguns dos Conselheiros aproveitem a oportunidade para questionar a acção do próprio Presidente e o presente conseguindo quiçá que um Conselho de Estado não seja uma espécie de Universidade Sénior de Pensantes em prolongamento das já conhecidas e afamadas Universidades de Verão da Juventude da familia politica do Presidente!

 

José Carlos Madeira

publicado por O Principe às 15:47

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