José Carlos Madeira - se elegeres a sinceridade como teu propósito de vida, manterás sempre livre a tua opinião e a tua mente liberta em cada palavra!

04
Set 10

O Capuchinho e o Lobo


O insólito de Portugal - os culpados passam sempre a vitimas! Nunca há provas! Quando as há os advogados do sistema revoltam-se e põem em causa as sentenças que não lhes servem. Já alguém reparou que são sempre as mesmas caras que aparecem na defesa dos grandes processos? Quase dando a sensação e aparência de uma socialite jurídica. Como se pode dizer tão mal da justiça quando se faz parte dela, se vive e se ganha notoriedade à sua custa e se usa todos os meios para a pôr em causa - como os incidentes de recusa, recursos de todo o jeito e não se deixa que de facto a justiça seja lesta? O incidente no final dum julgamento feito por determinado senhor do sistema e a sua forma de expressão é digno de registo e da falta de decoro de alguns agentes. A justiça é má em Portugal porque  algumas personagens contribuem para isso e se servem do sistema. Um velho mestre um dia me disse - desconfia daquele que vem sempre apregoar acima dos outros a ética e a justiça, como se fosse um arauto, lembra-te do escorpião que quando rodeado pelo perigo e pelo fogo entra num desespero total e morde a sua cauda e introduz o seu próprio veneno no corpo. 
Uma pergunta fica : se é consensual que existem em determinado caso 32 vitimas onde estão os culpados e de facto quem são? Porque não se fez um exame pericial  físico a algumas pessoas como era devido, porque não se usa o polígrafo em alguns casos como em alguns países modernos e democratas? Ou esses países só são modernos para se viajar e fazer compras e aparecerem posteriormente os relatos das suas viagens nas revistas cor de rosa? Culpados somos todos, porque permitimos que este país tenha este tipo de justiça, que quem tenha posição social e financeira passe incólume de sentença em sentença, de recurso em recurso enquanto assistimos ao zelo em condenar um pai de família desempregado que roubou uma galinha para alimentar a prole e leva-lo a tribunal algemado como um perigoso delinquente com possibilidade de fuga ( verídico ). Muitos neste momento assobiam para o ar e antes que contraponham lembro que todos temos crianças na nossa vida - filhos, filhas, sobrinhos, sobrinhas, irmãos e irmãs, apenas inocentes que os deixamos à mercê de um estado negligente e das suas instituições. Não está na hora de todos exigirmos uma revolução cívica, cultural, judicial? Em algo estou de acordo com o dito agente da justiça - estamos num período de trevas só que ele também é uma das suas personagens! De modernos nem os seus fatos, nem talvez as gravatas de seda. De realçar a serenidade, a dignidade, o tom,  o saber estar, do seu colega de defesa do mesmo arguido que ao longo de uma vida nunca precisou de usar um tom mais alto e abusivo para se impor, que acabaria por prejudicar também a imagem do seu constituinte. Quando determinada personagem diz em pleno media televisivo que não pensa que é uma cabala determinado processo mas uma fantasia, demonstra uma falta de respeito pelas 32 vitimas que afinal para si não existem porque tudo não passa de um historieta infantil em que o Lobo Mau foi vitima do Capuchinho Vermelho. 

Quero realçar que apesar das minhas considerações sobre um evidente e publico caso judicial não me retiram a clarividência de salvaguardar que poderá haver arguidos inocentes e respeitar a sua presunção de inocência, se a própria lei permite que a mesma se mantenha de recurso para recurso até a uma sentença final - que poderá ser ridiculamente numa quarta instância em alguns casos ( Tribunal Constitucional ). Em relação ás minhas fortes criticas a determinado agente de justiça - advogado - nada se referem ao processo do seu cliente e à sua possível inocência mas à sua postura. Dizia um amigo com alguma piada sobre o mesmo - de capa de revista em capa de revista até ao "azar em azar" desde o famoso desfecho do caso "Bragaparques"- o que leva admitir algum nervosismo a mais e alguma tensão.

Uma reflexão :  quantas mais mulheres vitimas de violência doméstica, veremos a serem mortas sem que se altere profundamente a lei, a mentalidade do sistema, a inoperância das entidades. A próxima mulher pode ser a nossa irmã, a nossa filha, a nossa vizinha....não vale a pena ter um Presidente da Republica a mencionar um facto evidente, um primeiro-ministro que pouco age em concreto  nesta sua promessa eleitoral ( entre outras  tantas ), um ministro da justiça culturalmente evoluído, de bom recato enfim " um bom gajo "! Precisamos de mais e de muito mais, tanto em exigência como em atitude. 

José Carlos Madeira

publicado por O Principe às 13:08
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Enquanto for considerado cultural nunca havera mundaca!Os trabalhos de casa nunca foram o ponto forte deste povo o que deu origem a politicos parasitas!Enterrar a cabeca na areia e a pratica mais facil dos ignorantes!Este problema toca-me profundamente pela simples razao de lutar contra este flagelo a decadas sozinha!

Ana
Ana Paula a 7 de Março de 2012 às 09:53

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